TCE-AL terá 15 dias para apresentar dados financeiros ao MP de Contas

O Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE) terá 15 dias para fornecer informações sobre quadro de funcionários, licitações, contratações, além do registro das contas bancárias do órgão ao Ministério Público de Contas. O prazo foi determinado pelo pleno do Tribunal de Justiça, que julgou, nesta terça-feira (22), um mandado de segurança impetrado pelo MP de Contas, e passará a valer a partir da data de publicação no Diário de Justiça Eletrônico.

O TCE disse que ainda não foi informado da decisão e só poderá se pronunciar após notificação formal. Com a decisão, o Tribunal de Justiça estipulou uma multa diária no valor de R$ 2 mil a ser paga pelo presidente do TC/AL, Cícero Amélio, em caso de descumprimento. “O Tribunal de Contas não se recusou a passar informações, mas também não forneceu. Por isso, entramos com o mandado de segurança para garantir o direito do MP. Caso não seja encontrada nenhuma irregularidade, não apresentaremos nenhuma denúncia”, disse o procurador-geral do MP de Contas, Pedro Barbosa Neto.
O Ministério Público de Contas ingressou com o mandado de segurança após a nova licitação para a confecção da folha de pagamento do Tribunal de Contas ter sido vencida pelo Banco Bradesco, que já prestava o serviço anteriormente.

"Queremos analisar o processo licitatório para assegurar que não houve irregularidade. Queremos saber também sobre o pagamento de R$ 6 milhões ao banco vencedor da licitação", afirma.

Em seu voto, o desembargador relator Fábio Bittencourt disse que o Ministério Público de Contas possui respaldos jurídicos para pedir a análise aos documentos do TC/AL. Ele admitiu que ausência de concessão de informações fere os princípios legais, ao votar favorável ao mandado interposto. “Se eu fosse a favor do TC, eu estaria negando a independência do MP de Contas que é, acima de tudo, fiscalizar”, reforça.

O procurador do Ministério Público Estadual Diógines Tenório também acompanhou o relator. “O Ministério Público de Contas está coberto de razão em querer cumprir o seu papel que é fiscalizar. Sobre a quebra de sigilo bancário, não vejo motivo para o TC não querer fornecer informações, uma vez que o dinheiro é público e todos devem saber onde o dinheiro é aplicado", diz

Fonte: G1 Alagoas