PEC quer "ficha limpa" para nomeação de ministros e conselheiros dos Tribunais de Contas

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Uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada recentemente por deputados da Frente Nacional Mista de Combate à Corrupção exige ficha limpa para nomeação de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e conselheiros dos Tribunais de Contas dos Estados e Municípios, além de critérios de competência técnica. 

Ainda sugere que os titulares dos tribunais sejam submetidos ao controle do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), bem como a realização de concurso público com oferta de mais vagas para cargos técnicos da Corte. São os auditores que substituem os conselheiros, quando necessário. 

A ideia é atingir as indicações políticas, feitas por governadores e assembleias, criando uma espécie de "filtro" dos candidatos. As medidas devem dificultar a corrupção e melhorar a qualidade do trabalho dos tribunais, tradicionais depositários de políticos e servidores em fim de carreira, nomeados pelos governantes.

Ficam impedidas as nomeações de conselheiros e ministros condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado por crimes ou atos que tornem o cidadão inelegível para cargos públicos. Também propõe que eles tenham mais de dez anos no exercício de atividades que exijam formação em nível superior nas áreas de direito, administração, contabilidade ou economia.

Hoje, cinco dos sete conselheiros são indicados pelo governador ou Assembleia Legislativa, normalmente controlada pelo executivo. Com a nova proposta, eles seriam escolhidos entre auditores, representantes do Ministério Público de Contas ou de conselhos profissionais de contabilidade, economia, administração e a OAB. Já as indicações para o TCU não seriam alteradas.

O CNJ passaria a fazer o controle externo dos tribunais, junto com órgãos especiais, de apoio ao legislativo.  E o Ministério Público de Contas passaria a ser fiscalizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).


Ascom MPC
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