Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) são suspeitos de terem recebido até R$ 300 mil em diárias indevidas entre os anos de 2008 e 2011. Segundo investigação do Ministério Público de Contas de Roraima (MPC/RR), as verbas indenizatórias foram pagas em cima da remuneração e não do subsídio, como previa à época a legislação da Corte de Contas.
O MPC protocolou hoje representação junto a Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público de Roraima pedindo que seja instaurado procedimento investigatório. As irregularidades foram observadas nas diárias pagas ao presidente, vice-presidente, corregedor e ouvidor, em viagens nacionais e internacionais.
A remuneração do conselheiro abrange o subsídio no valor de R$ 24.117,06 mais vantagens pecuniárias, adicionais e gratificações. O presidente, o vice-presidente, o corregedor e o ouvidor recebem gratificação em razão do cargo que ocupam, correspondente a 30% para o presidente e 20% para os demais sobre o subsídio.
“Observa-se que no caso do presidente, o cálculo da diária era realizado sobre a remuneração total [subsídio mais vantagens pessoais] que corresponde a importância de R$ 31.352,82, em manifesto confronto com o regulamento [interno, que norteia o pagamento das vantagens pecuniárias], bem como um ganho que ultrap



