O Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE) contratou o fornecimento de móveis de luxo, entre eles, um sofá de três lugares por R$ 11.400, e sofre questionamento do Ministério Público de Contas (MPC). O total da compra é de mais de R$ 1,1 milhão. As poltronas, cadeiras e sofás de design inglês são para a nova sede do Tribunal, em construção.
O preço chamou atenção do MPC, que entrou com uma ação no próprio Tribunal para anular o contrato, firmado com uma empresa das Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe.
O MPC questiona a falta de concorrência para realizar as compras e alega que o Tribunal de Contas poderia ter optado por produtos similares, fabricados no Brasil, bem mais baratos. Na ação, o MPC compara, por exemplo, o preço de uma cadeira que custa R$ 2.100 a uma do mesmo tipo adquirida por outro órgão público por menos de R$ 800.
Para o TCE, a boa qualidade dos produtos solicitados justifica os valores e não há problema no processo de compra.
“Se optou, através da análise da qualidade, da garantia dos produtos, que é de mais de cinco anos, e pela finalidade a que seriam colocados a serviço”, diz Juliana Borges, assessora do presidente do TCE.
O TCE entra em recesso e só retorna às atividades em janeiro, quando a ação do Ministério Público de Contas que pede a suspensão da compra será julgada. Na Assembleia Legislativa do Ceará, os deputados consideram o preço dos móveis abusivos.
“É uma atitude extravagante, abusiva, denotando um luxo que o Estado e o povo do Estado não podem arcar. Houve extravagância por parte do Tribunal de Contas do Ceará'', disse o deputado de oposição, Heitor Férrer (PDT).
Fonte: Portal G1



