O Ministério Público de Contas de Roraima (MPC/RR) atingiu a meta estipulada para 2013, com a emissão de mais de 500 pareceres. Para este ano, o órgão fiscalizador quer concluir as atividades sem nenhum processo pendente de manifestação.
Desde a autonomia administrativa e financeira obtida pela instituição por meio da Emenda Constitucional nº 29, de 20 de dezembro de 2011, o órgão fiscalizador passou a investir ainda mais no apoio institucional e plano estratégico, reduzindo também gradativamente o passivo para emissão de parecer.
No ano passado, por exemplo, apertou o cerco contra a corrupção e malversação do dinheiro público, por meio de investigações instauradas. Também conseguiu aprovar a criação de cargos de provimento efetivo, que serão oferecidos em breve por meio de concurso público, além de ter sediado o 1º Encontro dos Ministérios Públicos de Contas da Região Norte, que discutiu transparência na aplicação de recursos públicos.
Em 2013 emitiu 502 pareceres, 39 manifestações, quatro recomendações e sete representações. Em 2012, foram emitidos 435 pareceres, 58 manifestações, 14 representações e seis recomendações. Já em 2011, emitiu 169 pareceres e 38 manifestações.
No Ministério Público de Contas atualmente estão alocados 596 processos. Destes, 380 são processos de cobrança executiva. Estes processos não estão pendentes de manifestação do MPC. São processos que já foram julgados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que apresentaram condenações dos jurisdicionados.
Com a autonomia, fora criada a Assessoria de Acompanhamento de Decisão, setor que acompanha todas as cobranças, oficiando aos devedores para que providenciem o ressarcimento ao erário e o pagamento de multas. Os valores cobrados são ressarcidos diretamente para o ente federado e as multas são pagas para o TCE. A função do Ministério Público de Contas é de apenas acompanhar e cobrar tais valores.
Em relação aos demais processos, que totalizam 216 pendentes de manifestação, estes são referentes à prestação de contas, atos de admissão, denúncias, recursos, entre outros. Destes, 64 processos deram entrada no MPC somente no primeiro mês deste ano. Todos os processos estão distribuídos entre os três procuradores de Contas, Paulo Sousa, Bismarck Dias e Diogo Novaes.



