Em razão das vagas de Ministro do TCU que surgirão no segundo semestre de 2014, e das frequentes notícias de que o Senador GIM ARGELLO conta com o apoio do Palácio do Planalto para ser indicado ao cargo vitalício de Ministro do TCU, as Associações Nacionais dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC) e do Ministério Público de Contas (AMPCON) realizarão, em breve, o II ATO PÚBLICO NA RAMPA DO TCU contra indicação de nome que não atenda os requisitos constitucionais para o exercício da magistratura de contas.
ANTECEDENTES DO SENADOR
A pretendida indicação constituiria grave violação às exigências constitucionais de idoneidade moral e reputação ilibada, já que o Senador foi denunciado pelo Procurador-Geral da República no Inquérito 3.059 pelo crime de peculato e dispensa indevida de licitação. Além Disso, o STF autorizou a investigação no Inquérito 3.746 sobre indício da prática de crime de lavagem de dinheiro envolvendo o Senador, que também figura como acusado no Inquérito 2.724 que apura a prática de crimes de apropriação indébita, ocultação de bens e corrupção passiva. Investigação do MPDFT e da Polícia Civil do DF também indica, segundo a mídia, a participação do candidato em esquema fraudulento de concessão de bolsas de pesquisa para a Copa-2014.
Recentemente, o Senador deu declarações à mídia de que, se fosse para esperar o surgimento da primeira vaga no TCU em setembro, se lançaria candidato na Chapa do ex-Governador ARRUDA para as Eleições-2014. Há notícias de que o Palácio do Planalto estaria atuando para promover a antecipação do surgimento de uma vaga no TCU com vistas a acomodá-lo.
Não é possível que o TCU seja envolvido no jogo político-eleitoral, em prejuízo da moralidade administrativa e da credibilidade da instituição de controle.
MOBILIZAÇÃO DE SUCESSO
Em 2005, os servidores se mobilizaram e repudiaram, no I ATO PÚBLICO NA RAMPA DO TCU, a indicação do então Senador LUIZ OTÁVIO, acusado de desviar R$ 12 milhões do BNDES. O fato histórico levou o então Presidente do TCU, Ministro ADYLSON MOTTA, a declarar publicamente que não daria posse a candidato com essa ficha, e o Senado indicou outro nome. Isso porque para julgar contas, o candidato deve cumprir os mesmos requisitos de ingresso na magistratura. Novamente, o TCU precisa da mobilização dos Auditores, Procuradores, demais servidores e sociedade civil, para que possa resistir a esse tipo de investida patrimonialista que constitui um dos principais fatores críticos para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, assim como de desacreditação social nas instituições públicas.
MAIS UMA VEZ O TCU PRECISA DO SEU ABRAÇO PARA RESISTIR.
Fonte: Ampcon



