Ascom MPC/RR
O Ministério Público de Contas de Roraima (MPC/RR) inicia nesta terça-feira, 15, uma campanha para coletar assinaturas em favor do projeto de Lei de iniciativa popular, promovido pelo Ministério Público Federal (MPF), visando o combate a corrupção em todo o País.
A iniciativa partiu da Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon) que, em parceria com o MPF, pretende conseguir adesão da população em favor de um projeto de lei para aprimorar a prevenção e o promover o combate a corrupção e a impunidade.
Em Roraima, os interessados podem procurar a sede do MPC, situado na rua Coronel Pinto, 248, Centro, munidos dos documentos pessoais. Na quarta-feira, 16, último dia de coleta de assinaturas, será montado um stand na Praça do Centro Cívico para facilitar o acesso da população ao abaixo assinado.
“O Brasil passa por um momento crucial, onde as denúncias de corrupção envolvem autoridades e enlameiam as instituições públicas e privadas. Nós brasileiros não suportamos mais pagar esta conta. Queremos um País melhor e, temos a certeza, de que existem muito mais cidadãos de bens e honestos, que aqueles que mancham a nossa nação. Por isso, convidamos toda a população para aderir a esse abaixo assinado”, disse Paulo Sousa, Procurador Geral de Contas do MPC/Roraima.
ENTENDA A AÇÃO – O Ministério Público Federal (MPF) começou a colher, em todo o Brasil, assinaturas de cidadãos que apoiam dez medidas para aprimorar a prevenção e o combate à corrupção e à impunidade. As propostas de alterações legislativas buscam evitar o desvio de recursos públicos e garantir mais transparência, celeridade e eficiência ao trabalho do Ministério Público brasileiro, com reflexo no Poder Judiciário.
O objetivo é coletar 1,5 milhão de assinaturas para apresentar o projeto de lei de iniciativa popular ao Congresso Nacional. As medidas buscam, entre outros resultados, agilizar a tramitação das ações de improbidade administrativa e das ações criminais; instituir o teste de integridade para agentes públicos; criminalizar o enriquecimento ilícito; aumentar as penas para corrupção de altos valores; responsabilizar partidos políticos e criminalizar a prática do caixa 2; revisar o sistema recursal e as hipóteses de cabimento de habeas corpus; alterar o sistema de prescrição; instituir outras ferramentas para recuperação do dinheiro desviado.



