Prefeitura do Alto Alegre: Investigação realizada pelo MPC constata fraude em licitação

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Prefeitura do Alto Alegre: Investigação realizada pelo MPC constata fraude em licitação

Foto: Google

Ascom/MPC

O Ministério Público de Contas de Roraima (MPC/RR) finalizou a primeira etapa do procedimento investigatório preliminar (PIP), instaurado para apurar denúncias de possíveis irregularidades na prefeitura municipal do Alto Alegre.
Na investigação ficaram constatadas irregularidades na contratação de empresas para fornecimento de equipamentos médicos hospitalares, equipamentos de informática e materiais permanentes para atender a unidades de saúde da sede do município e das vilas São Silvestre, Sucuba e Taiano.
Segundo a representação, houve vazamento de que a licitação ocorreria, comprometendo a competição e dando vantagens a empresa vencedora do certame, para que preparasse um esquema de cobertura de propostas, impedindo a participação de outras empresas fora do grupo beneficiado.
 “Constatamos também que a modalidade de licitação “pregão presencial” fora determinada pelo prefeito José de Arimatéia Viana, o que demonstra a ingerência do gestor nas decisões tomadas pela CPL e pelo pregoeiro, deixando claro que o certame foi montado e manipulado pelo prefeito”, disse o Procurador-Geral do MPC, Paulo Sousa.
A investigação relata que são incontestáveis as irregularidades apuradas desde o princípio da abertura do procedimento como apresentação de propostas de preços antes da publicação do edital, compartilhamento de planilhas e propostas de preços, presença única no dia da licitação, falta de atestação do recebimento dos bens licitados com o correspondente pagamento, entre outras
Após a apuração das irregularidades, o MPC/RR encaminhou representação ao TCE/RR e MPE/RR, solicitando o afastamento imediato do prefeito do Alto Alegre, José de Arimatéia, bem como a indisponibilidade dos bens dos envolvidos no processo licitatório que são, além do gestor, o secretário municipal de saúde, os membros da Comissão Permanente de Licitação,  do pregoeiro, dos membros da equipe de apoio, do fiscal dos contratos,  dos advogados que assinaram os documentos do processo licitatório e dos proprietários da empresa Dental Alencar Importação e Exportação, até o  valor de todos os contratos, em torno de R$ 400.000,00, para cada um, devido a dívida ser solidária.
A representação requer ainda a nulidade das licitações e dos contratos firmados entre o município do Alto Alegre e a empresa Dental Alencar, vencedora de todos os certames.
Entenda o caso - O Procedimento Investigatório Preliminar (PIP), foi instaurado a partir de uma denúncia anônima sobre possíveis problemas na lotação irregular e existência de servidores “fantasmas”, fraude na folha de pagamento da prefeitura e em processos licitatórios para aquisição de combustível, merenda escolar, medicamentos e materiais médico-hospitalares.
Em março passado, técnicos do Ministério Público de Contas se deslocaram até o Alto Alegre e atuaram, simultaneamente, na prefeitura e nas secretarias de educação e saúde do município. Nesses locais foram recolhidas as frequências dos servidores, além de vários processos de licitação em andamento que foram analisados e agora, após a apuração das denúncias, serão encaminhados aos órgãos competentes.
 “As investigações não cessaram por aqui. Ainda estamos apurando as demais denúncias para, em seguida, tomarmos as providências cabíveis”, finalizou o Procurador Geral do MPC/RR, Paulo Sousa.