PMBV contratará aprovados em concursos de forma temporária

Sob pena de pagar multa estimada em R$ 1mil por dia e obrigatoriedade em desistir da Ação Popular Nº 0725546-53.2012.823.0010, que suspendeu os concursos públicos realizados em dezembro do ano passado, Prefeitura Municipal de Boa Vista (PMBV), Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas assinaram na manhã de ontem um Termo de Acordo Judicial (TAC) em defesa da contratação de concursados. 

O contrato, conforme explica o TAC, será em caráter temporário de acordo com a necessidade emergencial das secretarias municipais. Serão chamados os candidatos que obtiveram a maior pontuação de classificação na prova objetiva nos referidos concursos, conforme lista a ser oferecida pela Fundação Ajuri- realizadora dos certames. 

O TAC não estabelece quantitativo de contratados, mas a prefeita Teresa Surita (PMDB) anunciou para a imprensa que, para o cargo de professor, devem ser chamados pelo menos 400 concursados. Para as demais vagas, ela não deu detalhes.  

SELETIVOS – No item 3 do TAC, fica estabelecido ainda que a Prefeitura de Boa Vista pode contratar na modalidade de processo seletivo simplificado os profissionais das seguintes áreas: professor para ministrar aulas de educação artística e coordenação afins da educação e  técnico municipal  para atuar na função de secretário escolar, assistente de aluno e motorista. 

Prevê ainda vagas para auxiliar municipal na função de auxiliar de serviços diversos e merendeira. A PMBV também poderá fazer seletivo para a contratação de cirurgião dentista, técnico em enfermagem e médicos em todas as suas especialidades devido ao baixo número de inscritos ou reduzido quantitativo ofertado no concurso público. O tempo de contrato temporário, segundo o Termo, não deve exceder os doze meses.  

Sobre os processos seletivos que já foram abertos pela Prefeitura Municipal de Boa Vista, o TAC não faz referência se haverá alguma mudança ou suspensão.     


Ajuri afirma que não foi comunicada sobre decisão 

Procurada pela Folha, a diretora executiva da Fundação Ajuri, Elisa Hatsue, responsável pelo concurso público, disse à Folha que, até aquele momento, por volta das 17 horas, não tinha sido comunicada oficialmente da decisão. 

Segundo ela, a Fundação não foi convidada a participar da reunião que resultou no Termo de Acordo Judicial e aguarda o comunicado formal para dar prosseguimento aos certames que se encontram suspenso. “Sabemos que aconteceu uma reunião, mas até o momento não sabemos o fruto deste encontro. Agora vamos retomar os trabalhos de acordo com os editais. Não sabemos também se alguma fase será pulada”, comentou a diretora. 

Ela disse que, desde a publicação da nota sobre o TAC na FolhaWeb, os candidatos não paravam de ligar em busca de informações sobre o certame. “As pessoas querem informações, mas sem um comunicado oficial não podemos correr o risco de passar informações erradas a eles”, complementou.  
 

Fonte: Folha Bv